Decidi reescrever parte de minha história, seja como for, mas reescrever.
Essa coisa de que se não for assim pode ser pior não pode mais me aterrorizar.
Que verdades sejam ditas, sentimentos expostos.
Chega de me trancar junto com a desilusão. Não ferir os outros? Porque? Para então me ferir e continuar num auto flagelo? Não. Não sou assim, me tornei assim, por que também não sei.
Em algum momento não havia mais nada, passei a vagar, ocupar espaços vazios sem perceber que não eram espaços que gostaria de estar, tinha atitudes, mas não eram as que gostaria de ter.
Comecei a sonhar sonhos que não eram meus, mas onde foram parar meus sonhos? De repente perderam sentido, perderam a razão.
Almas sem sintonia dividiam comigo um desalinho, uma busca por nada numa estrada sem destino.
Comecei a sofrer por estar vazia, e não parava nunca. Então eu não era mais nada além de minha própria sombra.
Me adaptei a catástrofes emocionais, elas não me afetavam, não sofria mas também não era feliz.
Digo aquela felicidade constante, ter no rosto um sorriso incessante, radiante, continuo.
Que os sentimentos tenham seus nome respeitados.
Ser verdadeira comigo mesmo.
Não fingir amor, quando se tem amizade.
Não fingir perdão, quando se tem magoa.
Não aceitar amor, quando se quer amizade.
Não dar amizade, quando se quer dar amor.
Que eu te fiz?
Há uma semana