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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Google e crianças.




Há algum tempo eu estou um pouco apreensiva quanto ao Google e o orkut, não é difícil de encontrar crianças se oferecendo para sexo, se expondo de maneira vulgar, com seus álbuns abertos pra quem quiser ver, sem contar o passo-a-passo para suicídio, grupos trocando informações sobre como fugir de casa, formação de motim em colégios e boates, já encontrei até informações de como realizar um aborto dadas por meninas de no máximo 16 anos.
Aí vem uma CPI e exige que eles abram os álbuns dos pedófilos, então me pergunto, onde estão os pais dessas crianças que não são responsabilizados? onde estão os pais dessas crianças que não vêem o que seus filhos fazem na Internet?

Por mais que sejamos presentes, sempre existe uma brecha, e ontem encontrei uma por aqui, nada muito grave, mas o suficiente pra me deixar muito preocupada.

Sou uma mãe presente, sempre estou a disposição de dialogo e procuro não ocultar informações, a respeito de qualquer assunto. Alguns dizem que exagero, que os meninos não tem idade pra digerir as informações que recebem, mas até hoje fizeram bom uso do que sabem, ou melhor não usaram de maneira errada.

Sou cuidadosa com a questão dos meus filhos na Internet, controlo orkut, msn, jogos on line, mas descobri que nem sempre temos o controle de tudo quando se trata de Internet. Tem o Google que dá qualquer informação a qualquer hora, e nem sempre de maneira correta.

Minha preocupação agora é saber o que aguçou a curiosidade dele para tal assunto, visto que todos os amigos dele tem acesso ilimitado a Internet, sem nenhuma vigilância. Conversando com algumas mães, as ouço dizer que tem certeza que o assunto não é de interesse de seus filhos, nem se preocupam com isso, é.... parece que alguns pais deixaram a educação dos filhos para o Google....

Tem os que ainda se preocupam, outro dia um amigo pai de um menino de 14 anos veio me pedir pra dar um rastreada no que o garoto faz pela net, uma simples frase no orkut o fez ficar preocupado e queria ter mais detalhes antes de aborda-lo pra uma boa conversa, confesso que as vezes me sinto mal em fazer isso, ao mesmo tempo que é para proteção parece uma invasão, mesmo a pedido de um pai.
Existem programas que restauram até conversas pelo msn, todas as imagens vistas no computador(não precisa terem sido salvas e todos os cookies,(pensem bem antes de vender seu PC com o HD usado).
Não gosto desse tipo de trabalho, e só o faço quando se trata de crianças, embora ache que a melhor medida é mante-la longe da Internet, uma vez que uma informação recebida ela fica registrada, a memoria de uma criança é como o HD, você pode até formatar mais as informações estão lá e podem ser restauradas a qualquer momento.

As informações que meu filho procurava no Google, eu posso dar-lhe sem problema nenhum, mas ele não está a vontade pra conversar comigo sobre o assunto, acho natural, tanto quanto o interesse dele, embora prematuro. Poderia ser algo mais serio??? sem sombra de duvidas, mas com tanta conectividade como dizer a hora de fornecer informações????

Definitivamente o Google tem que rever alguns dos seus critérios, não basta abrir álbuns do orkut ou fornecer informações.
E com toda certeza, Internet não é lugar de criança, antes bastava ter cuidado com os lugares que frequentavam, as amizades que tinham, mas hoje tudo que existe de errado está dentro das casas, e pior, com a autorização dos pais.

Computador por aqui agora tem senha, se não estou por perto nada de Internet, comparada a outras mães estou parecendo uma megera, mas um dia ele entenderá... Não me importo de parecer uma mãe cruel.
Deus não me deu filhos para serem educados pelo Google, ele me deu a missão de educa-los e perpetuar meus principios, vou tentar fazer o meu melhor...

Bom final de semana.

sábado, 9 de junho de 2007

O poder das Palavras

O Poder da Palavra

”De todas as poderosas
armas de destruição
que o homem foi capaz
de inventar,
a mais terrível - e a mais
covarde -
é a palavra.
Punhais e armas
de fogo deixam vestígios
de sangue.
Bombas abalam edifícios
e ruas.
Venenos terminam sendo
detectados.
Mas a palavra destruidora consegue
despertar o Mal sem deixar pistas.
Crianças são condicionadas durante
anos pelos pais,
artistas são impiedosamente criticados,
mulheres são sistematicamente massacradas
por comentários de seus maridos,
fieís são mantidos longe da religião
por aqueles que se julgam capazes de
interpretar a voz de Deus.
Procure ver se você está utilizando esta arma.
Procure ver se estão utilizando esta arma em você.
E não permita nenhuma coisa, nem outra.”

Texto extraído do livro
"Histórias para pais, filhos e netos"
de Paulo Coelho.

Na infância, tinha um amigo que era mais que amigo, era como um irmão, éramos mais que companheiros, éramos cúmplices. Lembro das nossas armadilhas de pimenta nos jambos, das guerras de carambolas, das queimaduras por urtiga, a mais sincera lembrança é da minha hepatite, foi logo no começo das férias então ele ia sozinho a colônia de férias, quando chegava ia direto pra minha casa me contar tudo que tinha feito e lá, aos pés da minha cama passava o resto do dia.
Era filho único e seus pais sempre diziam que nossa amizade ia dar casamento, não nos importávamos com isso, foi a amizade mais pura que já tive.
Por volta dos nossos 12 ou 13 anos estávamos numa festa, não me lembro onde era e nem quem tava lá, só me lembro do que aconteceu, dos pais dele contando para alguém como éramos amigos, de chegarmos mais pra perto pra mostrar melhor como era nossa amizade, gostávamos dos comentários, de repente vieram as palavras, as malditas palavras: “Quando eles brigam, tem que ver como ela bate nele, é muito engraçado” Ruborizamos, vi toda vergonha estampada no seu rosto, eu queria parar aquilo tudo, não queria vê-lo daquele jeito, nem que ninguém pensasse que ele era fraco, mas já era tarde, já havia sido dito e todos riam de nossa intimidade, era nosso segredo, nossas brigas, vistas por adultos com uma visão cruel e escarnecedora.
Ele nunca mais foi do mesmo jeito, ali começou o fim de nossa amizade que não durou mais do que um ano depois deste dia.
As vezes fico triste por depois de mais de 20 anos é exatamente assim que os pais dele ainda descrevem nossa amizade, não lembram do carinho, da cumplicidade, de um ajudando o outro a não ficar de recuperação pra termos mais tempo pra brincar.
É uma pena que o melhor de nós não tenha sido descrito com palavras.
As palavras ditas pelos nossos pais tem uma força muito maior do que de qualquer outra pessoa.
Uma coisa eu aprendi, penso quantas vezes forem necessárias antes de falar qualquer assunto sobre meus filhos.


"Quando falares, procura que as tuas palavras sejam melhores que o teu silêncio”.(Provérbio Indiano)

Eu......