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segunda-feira, 3 de março de 2008

Quanto vale a sua família?



Há algum tempo eu estou procurando uma oportunidade pra escrever sobre esse texto, em duas semanas tive múltiplas reflexões sobre ele, o texto é parte de um livro do Gilberto Barros, com o titulo "Você já abraçou seu filho hoje?", peraí gente, ainda não estou em livrarias procurando
livros que me ensinem ser mãe, comprei num dia em que um cliente atrasou a reunião que teríamos e já que estava no centro não custava nada esperar, mas precisava ler algo e foi a coisa mais simpática que achei por perto, o livro é cheio daquelas historinhas que rodam na net, mas o Leão diz que vivenciou as historias, fazer o que? o texto começa na pág 66.

" Há pouco tempo um amigo me confidenciou que seu comportamento em casa não era mais o mesmo. Dizia que, a cada dia que passava, era mais difícil conversar com a família. Os ânimos estavam sempre acirrados e, toda vez que alguém abria a boca, um milhão de pessoas o criticavam. Dizia que, na maioria das vezes, quando saía do serviço, não tinha nenhuma vontade de ir para casa.
Preferia ficar na rua até altas horas a ter de ouvir tantas reclamações à toa.

Contou, bem triste, que na casa dele as pessoas eram mal-agradecidas e egoístas e que, quanto mais dava aos filhos, à esposa e até aos empregados, mais e mais eles queriam.

No começo era tudo maravilhoso, mas quando perce­beram que tudo chegava às mãos deles com muita facili­dade começaram a depreciar e a desprezar muito depres­sa o que haviam recebido e a exigir sempre mais e mais... Meu amigo estava tão aborrecido que disse à família que era um burro de carga, pelo menos era assim que se sen­tia.

Naquela casa havia acabado o amor entre pai e filho, o carinho entre marido e mulher e até o respeito dos empregados ao patrão. Todo mundo achava que ele não fazia mais que a obrigação por lhes dar o bom e o melhor 24 horas por dia.O que esse meu amigo estava sentindo de verdade era desprezo: ninguém se importava se ele tinha uma dor de cabeça ou uma dor de estômago, se tinha um proble­ma na fábrica ou havia perdido dinheiro numa aplicação de alto risco. Ninguém estava preocupado com o pai, com o marido, com o patrão, e sim com o homem-cofre, do qual saía o dinheiro para todos eles. Por isso o principal era que não acontecesse nada de ruim ao homem-cifrão da casa, senão as coisas ficariam feias porque pôr a mão na massa ninguém queria.


À medida que meu amigo desabafava, eu pensava na vidinha ridícula que ele vivia. Fiquei com pena dele de verdade quando me disse que havia muito tempo não recebia um carinho espontâneo dos filhos, muito menos da esposa. O interesse era tão grande ali que o filho só lhe fazia uma gracinha ou conversava com ele quando queria encher o tanque do carro. E a filha só se sentava em seu colo para lhe fazer um cafuné quando o assunto era com­prar roupa para alguma festa ou a troca total do guarda-­roupa. A esposa, por sua vez, só conversava calmamente com ele quando o tema era a conta bancária.

Quando ele começava a falar de qualquer assunto relacionado a dinheiro, a noite era maravilhosa. Todos sorriam à mesa do jantar e tudo corria às mil maravilhas até a hora de dormir. Se, porém, dissesse "vamos apertar os cintos porque a coisa está mal", todos ficavam de cara amarrada, cada um se trancava em seu quarto e, no dia seguinte, fingiam não ter ouvido nada do que ele dissera e vinham pedir dinheiro de novo...

No meio da conversa eu lhe perguntei há quanto tempo não tinha um fim de semana tranquilo e ele res­pondeu que o último fora perfeito: "Mandei todos viajar e fiquei sozinho em casa, sentado numa poltrona, assistin­do a comédias e dando risada das palhaçadas que vi!" .


ÔPS.....Quem colocou preço em quem?
A primeira vez que li esse texto tive uma pena desse homem e imaginei, que família ingrata a que age assim, outro dia lembrei dele e fui procurar, pensei diferente, mas ele não me saiu da cabeça, sabia que não estava tendo uma percepção satisfatória, mas hoje veio aquele estalo, e eu percebi o que procurava no texto.
Não é difícil de encontrar homens e mesmo mulheres (
hoje em dia já é mais que normal algumas sustentarem a casa) com estas reclamações, mas que porra de valores esse pai ou mãe passou pra família a qual era provedor(a)?
Muitos pais tem comprado o afeto de seus filhos, assim vão aprendendo:
"Não tem importância meu pai não estar aqui, ele deixou dinheiro."
"Meu pai trouxe trabalho pra casa e me deu um dinheiro pra sair e deixa-lo trabalhar em
paz."
"Meu filho, não estou presente, porque trabalho duro pra te dar tudo do bom e do melhor"

O cara colocou preço na ausência dele, ele pagou pra estar ausente, nunca demonstrou afeto, nunca ensinou sobre o valor do afeto, aí um dia chora, se sentindo um burro de carga, percebe claramente que todo o valor que tem está no bolso
(ele determinou assim), mas nem assim aprende, continua cometendo o mesmo erro, agora ele colocou preço na paz, mas está comprando a solidão.

É uma historinha qualquer mas está acontecendo nos lares por mundo afora, alias, não vejo muitos por aí, vejo pessoas dividindo um espaço
.

Muitos vão pensar: "Ela se acha perfeita!!!". Não me acho perfeita, cometo erros todos os dias, mas tento aprender com eles, não quero que meus filhos tenham conceito errado sobre os melhores valores da vida que são afeto, amizade, solidariedade, sinceridade, dignidade e respeito. Um amigo não tem preço, um filho nem se fala, uma família??
Depende do que se chama de família, a
"minha" nem por todo dinheiro do mundo eu abriria mão da troca de afeto entre nós, ela não está a venda, ela é maravilhosa e sempre cabe mais um, mas não aceitamos pessoas que costumam agir diariamente com base no "Quanto custa?".


Eu e Ela....


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terça-feira, 3 de julho de 2007

As mães....e mulheres.



Diante das ultimas noticias envolvendo adolescentes, comecei a me perguntar:
"Porque?"
"Onde estavam esses pais?"
"Será que não viram o caráter dos filhos se formando?"
Talvez até tenham visto, talvez seja mais fácil deixar a vida ensinar, os amigos, os pais dos amigos. Muitos adolescentes afetivamente abandonados tem a sorte de serem adotados pela família dos amigos, é onde encontram afeto e dialogo, mas e quando os amigos também estão sós?
Pensei no que poderia ter feito a diferença, "Namorar!", será que esses meninos tem noção do quanto é bom namorar? Ser carinhoso de vez enquanto, embora devessem ser na maioria das vezes. Namorar tem um peso enorme quando se trata de excesso de testosterona. Infelizmente existem pais que ainda acham que ensinar seus filhos "MACHOS" serem carinhosos e respeitosos é ensina-los a ser "meio-gay", do fundo do meu coração prefiro um filho "meio-gay" a um que agride pessoas por nada. Filho macho tem que pegar as meninas e só, se apaixonar? Lá pelos 30, depois que ele cansar de bater cabeça e descobrir que o legal mesmo é namorar.


Quero ter muito tempo para ensinar aos meus filhos como é bom uma adolescência cheia de historias e aventuras inesquecíveis, não pelo lado trágico, mas pela magica que tem a adolescência, um misto de emoções únicas, onde se pode quase tudo, que na duvida é melhor perguntar, caso erre aprender a consertar.
É muito triste estar numa roda de amigos, cada um com sua historia de uma das melhores fases da vida e alguém não tem nada pra contar, ou tem vergonha. Tem aqueles que tiveram que trabalhar, mas mesmo esses tem suas historias, quem não sabe que adolescente sempre da um jeitinho pra se divertir?
Eu sempre dei o meu jeitinho para ir a shows, festas, namorar, etc........
Drogas? Tive contato com algumas mas sempre soube que quanto melhor fosse a onda pior o caminho de volta.
Fui cara-pintada, tentei participar ativamente da democracia, fiz questão de votar aos 16 anos, amei, fui amada, dei foras e levei foras, e é isso que quero ensinar aos meus filhos.
Dizer a eles que droga é ruim? Não, dizer a verdade, imagina eu digo que é ruim e ele vai lá experimenta e descobre que a mãe é uma tremenda mentirosa e nem me dizer vai poder a não ser quando as coisas já estiverem fora de controle.
Sexo? É muito bom, mas com responsabilidade, camisinha sempre.
E ser romântico? Carinhoso? Respeitoso? Se alguma menina não gostar, não liga nem Jesus agradou a todos, mas também não vai ficar igual carrapato né?
Mamães, está na hora de parar de reclamarmos dos homens e olhar para os homens de amanhã, eduquem seus filhos para serem alguém de quem se orgulhe, se mesmo assim der algo errado, pelo menos houve a tentativa.
Quando o assunto é amor e educação, que o erro seja pelo excesso e nunca pela falta.



Eu e Ela.....