segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A visão do inferno!!!!


Esticada na noite depois de uma festa, sempre é uma furada.
Acabamos a noite em lugares que não queríamos, bebendo mais do que deveríamos e falando mais abobrinha do que o normal, devido a mistura de sono e álcool.

Aquela batida no ouvido, estrofes sem sentido, o locutor convidava o publico a uma simulação de sexo coletivo, alguns meninos já em êxtase, não importava se no palco rebolava um macho ou fêmea, o êxtase era o mesmo, bizarro!!!!


De um lado moçoilas de tudo que é tipo, de brega ao chique, algumas bem novinha me impressionaram com a quantidade de banha que teimava em pular pelo fecho da calça, outras mal conseguiam se equilibrar em seus saltos, não entendi se o solo não ajudava ou se realmente não sabiam andar sobre saltos, sei lá, mas pra subir num, tem que ter pose.

De outro lado, meninos bebiam, era como se ali só existissem homens, passavam meninas com aquele jeito de dizer que está afim de ser caçada, uma delas que acabara de conhecer me dizia:
"Tô de saco cheio de ser deixada de lado", enquanto seu estranho namorado andava de um lado pro outro com um bando de homens a procura do nada.

A falta de assunto era notória, o olhar de todos se voltava para o nada, alguns gritavam enlouquecidamente o refrão enquanto simulavam praticar sexo, depois puxavam alguém para um canto e finalizavam o ato.

De repente alguém me cochicha "Te quero", me deu medo do imediatismo nas palavras, como assim??? vamos ali??? Não tem mais palavras, não tem mais paquera, é ir num canto e fazer, depois voltar ao meio dos loucos como se nada tivesse acontecido.
"Se manca garoto!!!"


Festa funk é a porta do inferno, e ainda não sou um anjo caído.

sábado, 16 de agosto de 2008

Eu e a Lua.

"O Eclipse Lunar provoca um confronto entre passado e futuro, mas é o futuro que deve vencer. Hábitos, apegos e experiências baseadas em comportamentos já conhecidos devem ser substituídos e dar vez a novas direções. "
http://www.marciamattos.com.br/mm/livrodalua/eclipses.asp


Sou uma pessoa apaixonada por fenomenos da natureza, acredito que assistir um influencia diretamente em nossas vidas, não sei de que forma, mas influencia, talvez sobre o que refletimos enquanto assistimos, talvez pela grandeza da perfeição, ou mesmo por percebermos que a vida é um grande espetaculo e que nós por muitas vezes nos recusamos a abrir a cortina dos olhos.
Cada acontecimento tem um significado diferente, eclipse, arco íris, por do sol.


Hoje é dia de eclipse da Lua, pena que é cedo, eu prefiro as do começo da madrugada, no silencio da madrugada, só eu e a Lua.
Mas estarei aqui, assistindo, em silêncio, pensando....


Boa eclipse.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Não vai adiantar ensaiar.





Pra mim não existe essa de amigo antigo, amigo novo, não importa o tempo em que passamos juntos, o que pesa é a qualidade desse tempo.

Há algum tempo uma amiga vem tentando o suicídio constantemente, quando recebi a primeira noticia, achei se tratar de problemas conjugais, lá na adolescência ela tinha reações estranhas ao fim dos relacionamentos, mas não importam os motivos, o que deveria ter tido um peso foi a desistência da vida, hoje quase seis meses depois vejo o quanto fui relapsa, ela destrui o próprio rosto.

Tem alguns dias que ensaio visita-la, sinceramente, não sei o que dizer, como reagir, como controlar minhas reaçoes naturais de emoção.

Lidar com alguém com esse nível de depressão é muito serio, todo cuidado é pouco, a sensação que tenho é que quando alguém está assim, tudo a sua volta desaba, não em tristeza, agonia, em desgraça mesmo. Como diz a Fabi, Problema é solidário, nunca anda sozinho.

Minha mãe tem me dito todos os dias que fatalidade é fatalidade, tenho que aprender a separar as coisas, as vezes as pessoas estão no lugar errado na hora errada, as vezes no lugar certo na hora errada e assim caminha a humanidade.

Quando perdemos alguém querido, geralmente procuramos alguém a quem culpar, as vezes essa culpa é inexistente, mas logo entramos no mundo do se, se ele não estivesse com velocidade....
Pior do que isso, é quando a própria pessoa se questiona quanto a isso.

Meu ensaio vai alem de uma visita a uma amiga num momento de séria fragilidade emocional, é ensaiar olhar pra alguém e sentir, foi uma fatalidade. O marido dessa minha amiga conduzia o veiculo que bateu de frente com meu primo , há alguns metros da minha casa. Tenho sabido da dedicação fenomenal dele a esposa, talvez ele até acredite que seja um castigo, mas como diz minha mãe, foi uma fatalidade, sem culpados e sem inocentes, apenas uma fatalidade. E ela já não estava bem na época, já tinha tido até uma internação.


Se eu chorar, o que não posso em hipótese alguma, vai ser um desastre, então vou a cata de alguém menos emotivo pra me acompanhar.
Sei que serão momentos de turbulência emocional, mas sei também que amigos servem pra segurar a mão do outro que está em queda livre num abismo de solidão e sofrimento.

Fico triste com quem não tem amigos de verdade, saracoteia muitas amizades aqui, tantas outras ali, mas no fundo está sozinho, não segura a mão de ninguém, sabe que não terá alguém que segure sua mão caso venha a fraquejar.
É triste....
Eu tenho bons amigos, e agradeço a Deus todos os dias por isso, e sabe que quando eu menos espero ele me presentei com um bom e novo amigo...
Vou praticar o exercício da amizade, e mesmo que sejam breves quero que sejam úteis os momentos em que estaremos juntas.

Fui.....