
Quando decidi criar o blog e escolhi o nome, estava bem certa do que fazia, sabia exatamente o que queria escrever...
Meu blog tem mais de um ano, estou satisfeitíssima com ele, mas as palavras se foram...
Tinha decidido parar.
"Tenho medo de mim" Respondi o Adão.
"Encerrei um ciclo na minha vida" Respondi a outro leitor.
"Quero escrever um livro" Respondi ao meu filho, que filho maravilhoso eu tenho!!!!!
Eu sou estranha até pra ler jornal, levo semanas lendo um.... e as vezes não o leio todo, o que leio varia com meu humor e meu senso critico, que é pra lá de variável.
"Mãe, você já leu essa matéria? É por isso que você quer escrever um livro?"
"Não, que matéria?"
Era a revista do Jornal O Globo de 13 de Julho, nem tinha aberto, vi a capa com um moça muito bonita, mas que não me chamou a atenção, a principio...
Era a primeira blogueira Brasileira a ficar famosa, Clarah Averbuck.
Que matéria show!!!!!
Muitos deveriam te-la lido, e eu não o faria se não fosse meu filho.
Alguns trechos que me chamaram a atenção:
"O blog não era - e o atual também não é - apenas um relato nu dos fatos e uma exposição da minha vida; era o meu ponto de vista sobre fatos ou acontecimentos."
"Alô? Desculpe te conheço? Que audácia alguém achar que conhece a pessoa simplesmente pelo que ela escreve. Escrever usando a vida como matéria-prima não é como ter uma camera de vigilância 24h por dia. Quem publica escolhe o que expor."
"Fui deixando de postar aos poucos, perdendo o tesão de escrever lá.... pensava 12 vezes antes de postar algo, calculando custo/beneficio, prazer/incomodação. Cada coisa que eu escrevesse geraria um reação. Eu estava noutra....."
Claro que não é o caso aqui, o blog dela tinha dezenas de visitantes e comentários diários, e Eu adoro meus comentadores, o retorno que tenho é incrivelmente maravilhoso e foram poucas as criticas(apenas quando muitos não entendiam Eu e Ela), mas o sentimento é o mesmo, porque?
Meu blog me leva a mim mesmo, Eu e Ela aprendendo a gerenciar pensamentos e sentimentos.
Cheguei ao meu Eu mais profundo, uma desconhecida em suas palavras.
"Tenho medo de mim" Tenho medo do desconhecido!!!!
"Encerrei um ciclo na minha vida" Aprendi e aceitei mais de mim mesmo!!!
"Quero escrever um livro" Mas me faltam as palavras!!!!!
Na realidade, não me faltam palavras, falta a aceitação do que vai além das palavras......
Como disse meu terapeuta que riu muito quando viu meu desespero por não consegui escrever sem sentir medo:
"Você agora está escrevendo além das palavras, suas palavras te levam aos seus pensamentos mais ocultos, aqueles que você nem ao menos permite que se desenvolvam"
Meus rascunhos são infinitos, não consigo publica-los, mas enquanto isso vou me RElendo além das palavras....
sábado, 19 de julho de 2008
Escrevendo além das palavras.
Postado por Sarah Rubia Nunes 14 comentários
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Duelo de titãs
Salmos 94:2
Um dia minha mãe me disse:
"Nunca faça da vingança um objetivo"
"Nunca deseje o que não te pertence, quer alguma coisa? lute e consiga com a capacidade que Deus te deu"
"Se alguém te chamar para um duelo, mesmo que não faça sentido, vá. Com certeza alguma dádiva tem a receber, mas jamais seja covarde."
Assim eu sigo minha vida......
Postado por Sarah Rubia Nunes 7 comentários
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Saudades da Inocência que se foi.

Descobri porque a novela Pantanal mexeu tanto comigo.
É um saudosismo de mim mesmo.
Sinta saudades da Sarah que era sem ter que ser.
Da Sarah que acreditava sem duvidar.
Da Sarah que sonhava ilimitadamente.
Da Sarah que passou quase metade do dia numa fila debaixo do sol, por que queria votar aos 16 anos, acreditando que isso faria diferença.
Da Sarah que fez o curso de formação de professores, acreditando que ensinar o be-a-bá era um grande feito a sociedade.
Da Sarah espivitada, que nunca fez questão de ser polida.
No comentario sobre meu post em que fazia referencias a novela, lá no multiply, o Oscar escreveu assim: "Venha para o Pantanal", ahhh meu amigo, como eu gostaria, mas é o tipo de lugar que jamais teria vontade de voltar, as vezes tenho esse desejo, partir para onde ainda habita inocencia, onde se pode ser sem ter que ser.
Sei que hoje o Pantanal não é mais o mesmo da novela, o homem em nome da civilização tem esse poder, de degradar santuarios.
Desmatam para construir seus predios.
Derrubam arvores para termos todos moveis luxuosos, casas invejaveis.
Matam jacarés para que seus pés não toquem o chão, suas calças de grife estejam bem seguras a cintura e seus cartões ilimitados sejam carregados.
Matam javalis, nem tanto pelo sabor, mas pelo status de come-lo.
Aprisionam aves na ignorancia e egoismo de terem um pedaço do paraíso em seus jardins.
Outros matam animais apenas por prazer, só pra provar a si mesmo que é capaz de matar.
Homem virou bicho burro, é qualquer coisa para que os outros percebam que ele é e não pelo simples fato de ser.
Qualquer dia me mando para o interior.......
Vontade é o que não falta...
Ser, querer ser e ter que ser, essa é a medida de quem você é.
Postado por Sarah Rubia Nunes 5 comentários
